Revisão da Elle: 'Paul Verhoeven e Isabelle Huppert estão no topo de seu jogo'

Nosso Veredicto

Um filme complexo que foge de todos os clichês. Paul Verhoeven e Isabelle Huppert estão no topo de seu jogo.





GamesRadar+ Veredicto

Um filme complexo que foge de todos os clichês. Paul Verhoeven e Isabelle Huppert estão no topo de seu jogo.

AS MELHORES OFERTAS DE HOJE Verifique a Amazon

O duplo vencedor do Globo de Ouro de Paul Verhoeven – seu primeiro longa em 10 anos – começa com um estupro. Apenas os sons de um assalto em uma tela escura: gritos, pancadas, vidros e louças quebrando. A primeira imagem que vemos é o rosto de um lindo gato cinza escuro, observando impassível. Então vemos Michèle (Isabelle Huppert), de bruços e meio exposta no chão de sua sala de estar, e um homem todo de preto usando uma máscara de esqui.

Uma vez que seu agressor se foi, no entanto, ela não chora ou chama a polícia. Ela varre os escombros, toma banho – e calmamente telefona pedindo comida para levar. Michèle, em suma, pode ter sido atacada, mas não é vítima. Qualquer coisa menos. Ela não faz nenhuma tentativa de obter simpatia – nossa ou de qualquer outra pessoa.



A empresa de videogames que ela administra com sua amiga Anna (Anne Consigny) apresenta princesas sendo penetradas por trolls com vários tentáculos; quando um funcionário a acusa de ser muito literária, ela retruca: Talvez sejamos duas vadias que tiveram sorte.

Em um jantar, sua mãe muito bem-humorada anuncia seu plano de se casar com seu toyboy; Michèle espera que os cumprimentos educados acabem, então pergunta: Como você consegue ser tão grotesco? Entre os estupros – sim, existem vários – ela está tendo um caso sem amor com o marido de Anna, Robert. Finalmente sendo honesto com sua amiga, ela explica com naturalidade, eu precisava transar.



Isso não é, insistiu Verhoeven, uma comédia de estupro... Há estupro e há comédia. Há, de fato, muitas vezes do tipo mais negro: testemunhe as cenas entre o filho sem esperança de Michèle (Jonas Bloquet) e sua terrível namorada (Alice Isaaz).

Mas também há momentos de sátira social astuta – como quando, no início daquele sofisticado jantar parisiense, um convidado devoto pergunta se ela pode dar graças. As reações de seus colegas convidados, uma mistura de constrangimento e desprezo, são uma delícia de assistir.



Como você já deve ter percebido, Elle não é um thriller convencional de vingança de estupro. Mesmo depois que Michèle descobre quem é seu estuprador – e você não terá muita dificuldade em adivinhar – o relacionamento continua, tornando-se cada vez mais tortuoso.

Temos uma pista de uma explicação para sua disfunção emocional quando aprendemos sobre os crimes horríveis cometidos por seu pai quando ela era criança. Mas aqui novamente o filme não convida à piedade, nem Huppert.

É difícil pensar em outra atriz que poderia ter desempenhado o papel de forma tão destemida, e parece que Verhoeven inicialmente planejou fazer deste um filme americano, mas não conseguiu encontrar nenhuma atriz americana que ousasse considerar o papel. Não é perda. Não só Elle está entre os melhores filmes de Verhoeven, como também consagra uma das melhores performances que Isabelle Huppert já deu. E isso realmente está dizendo alguma coisa.



AS MELHORES OFERTAS DE HOJE Verifique a Amazon O veredito 5

5 de 5

Ela

Um filme complexo que foge de todos os clichês. Paul Verhoeven e Isabelle Huppert estão no topo de seu jogo.

Mais informações

Plataformas disponíveisFilme
Menos