Revisão sem anexos

Portman e Kutcher se soltam…

Parece que 2011 está se preparando para ser o ano em que Hollywood recebeu o chifre.

Primeiro foi Love and Other Drugs, que viu Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway como coelhos. A seguir, Friends With Benefits, com Mila Kunis e Justin Timberlake.

Agora, imprensado entre os dois, temos No Strings Attached – a romcom atrevida de Ivan Reitman que coloca Natalie Portman na cama com Ashton Kutcher para diversão sem emoção.

A questão é, eles podem continuar sem se apaixonar? Previsivelmente, é menos um caso de ‘se’ do que ‘quando’…

Apesar do conceito provocativo e da promessa inicial do filme, Reitman segue bem as regras do gênero.

É verdade que a roteirista Elizabeth Meriwether tenta desafiar a tradição ao apresentar o médico que tem medo de relacionamentos de Portman como o com fobia de compromisso, mas nunca há dúvida de que ela recuará e perceberá o erro de seus caminhos.

Ainda assim, apesar das armadilhas do chick-flick, há muito o que aproveitar. Para começar, Kutcher apresenta um desempenho misericordiosamente (e inesperadamente) discado que até evoca uma pitada de empatia.

Depois, há o elenco de apoio colorido – entre eles o produtor viciado em trabalho de Lake Bell, o garimpeiro estúpido de Ophelia Lovibond e o pop fumante de maconha de Kevin Kline – e os zingers adequadamente brutos do roteiro (é como se houvesse uma cena de crime nas minhas calças! gal-pal do mês).

Mas o verdadeiro craque do filme é Portman, que exibe um timing cômico superior enquanto cria uma química surpreendentemente acalorada com seu amigo de foda na tela.

Bom trabalho, realmente – para um filme que explora o apelo do sexo casual, duas horas de trepada entediada não seriam suficientes…





Uma comédia romântica não muito desafiadora salva da obscuridade por um elenco de apoio excêntrico, frases obscenas e Portman exibindo seu lado engraçado.

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